sexta-feira, 26 de julho de 2013

Bento chegou!


Depois de 41 semanas no quentinho da minha pança, Bento nasceu. A lua cheia trouxe nosso toquinho amarelo para o lado de cá e na última segunda-feira ele completou 1 mês.

Em pouco tempo, a maternidade já me transformou completamente e Bento fez nascer em mim um amor do qual eu não fazia ideia. Tem sido um momento bem intenso, com muitas descobertas e poucas horas de sono, muita dedicação e pouca vaidade, muita paciência e poucas certezas. 

Os primeiros dias foram de puro amor. O bebê dormiu que foi uma beleza, dando uma folguinha para o meu corpo se desligar da sensação de ter corrido duas maratonas inteiras que o trabalho de parto deixou. Isso acabou nos dando tempo para nos acostumarmos com a grande mudança que acontecia: entrega total e irrestrita.

Mas mesmo com a trabalheira inicial, com as noites não dormidas e com as preocupações intermináveis, é impossível não se desmanchar de amor quando ele sorri ou quando abre os bracinhos ao se assustar. Aquela coisoquinha amarela que aparentemente só chora, mama, dorme e caga também consegue fazer barulhinhos fofos de ouvir e carinhos deliciosos com as unhas mal cortadas.

E mais: a chegada do Bento impulsionou mais ainda meu amor pelo pai dele, e por nós três juntos. Isso é alimento para superar qualquer noite em claro ou choros sem explicação. E ainda agradecer.






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sábado, 8 de junho de 2013

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Quarto de bebê feito à mão


Fico pensando que me empolguei um monte com o quartinho, mas que, a princípio, foi feito muito mais por uma satisfação minha, pois acredito que ele vai demorar um bocado para começar a dormir aí. Chicoteiem-me o quanto quiserem, mas vou querer o Bento no meu quarto nos primeiros meses, não consigo conceber a ideia dele dormir noutro quarto e eu, com a babá eletrônica (que inclusive nem vou ter).

Aliás, hoje em dia eu nem teria comprado um berço. Faria um quarto montessoriano com certeza! Mas é assim mesmo, primeiro filho e o mundo se abrindo aos poucos. Além disso, não é muito fácil estar sempre fora do esquemão (seguir o padrão, às vezes, dá um descanso pra mente). Mas o que eu tenho de torta, tenho de feliz.

Mas valeu muito a pena esse processo, porque cada detalhezinho que minhas mãos construiram para esse lugar, me fez sentir o coração bombear amor. E o vínculo com o Bento só aumentou. E eu me senti bem porque ele vai saber quem eu sou. 

(Fico sem saber que palavras usar para descrever esse desenvolvimento da maternidade em mim sem ser enfadonha e afetada, mas é muito difícil contornar os clichês. Então, para aqueles que não curtem o universo materno ou que não tem muita paciência com recém-mães, acho melhor me esquecerem por um tempo. O negócio é forte mesmo. 
De toda maneira, sugiro que terminem de ler esse post, porque muitas ideias podem ser usadas em diversos contextos e todo mundo sai feliz!)

Me avisaram várias vezes: "Camila, use cores pastéis." "Camila, nada de colorido."
Tem jeito não, minha gente, não é assim que vejo o mundo. Li Maria Montessori, li Pedagogia Waldorf e sei que tem gente da pesada comigo: cores não fazem mal ao bebê. Então, se for do gosto de vocês, não se restrinjam ao bege ou à corzinha-bebê.

(Claro, não vá pintar o teto de vermelho, mas dá pra colocar alegria nesse enredo sem prejudicar ninguém. Aliás, se formos estudar um pouco mais, vamos descobrir que bebês demoram um pouquinho para enxergar os tons das cores).

Então, vamos lá. Apresento para vocês o quarto do Bento! Ainda não está totalmente pronto, porque minha caixola, vocês conhecem, já está apitando de novo. Mas fiquei com vontade de compartilhar logo para ver se ela se aquieta. Afinal, já estamos com 8 meses (aiai jesuscristinho).

São quase sempre ideias fáceis de se fazer, então tomem nota e mão na massa!


1. Balões de crochê

Esse balão fofo eu adaptei daqui ó. Dá pra fazer vários e montar um móbile ou então fazer uns grandões e colocar o bebê dentro (a louca).

2. Quadrinhos costurados


Quer um jeito fácil de enfeitar a parede sem ter de furá-la ou gastar os tubos com quadrinhos iguais ao de todo mundo? 

Escolham imagens fofinhas na internet (com alta resolução) e imprimam em uma boa impressora (ou em uma gráfica). Colem-nas em papel cartão liso (eu escolhi branco) e costure-as na máquina. Exatamente o mesmo processo do varal de fotografias, lembram? 

Dá ainda para firular um pouco mais e costurar retalhos de tecido, de barradinhos ou de fitas. Ai, ai, adorei.

3. Nome na parede


Me rendi à moda das letras na parede e escrevi o nome do fofinho em cima dos quadros costurados.

Um dia, uma encomenda chegou aqui em casa numa caixa de papelão um pouco mais firme. Escrevi "Bento" bem grandão nela, recortei e cobri as letras com retalhos de tecidos diferentes. Fácil, barato e sustentável.


4. Bandeirinhas


Um enfeite típico de junho, para um menino que vai nascer no mês da minha festa popular favorita: bandeirinhas! Mesmo passo-a-passo do bandô indiano.

5. Kit Higiene


Esse kit de higiene foi uma das coisas que fiz no embalo, sem nem saber direito ainda pra que serve. Mas tenho o feeling de que é bem útil, hahahahaha.
Eu já tinha esses potinhos de madeira em casa e colei papel de scrapbook sobre eles. Depois, passei uma demão de cola branca para envernizar e voilá! Não ficaram legais?

6. Luminária de bolinhas


Para dar mais alegria para a luminária pálida, companheira das madrugadas, recorte várias bolinhas de papel contact e se divirta! Inspiração daqui.

7. Móbiles

Agora vem a parte de que mais gosto: os móbiles. 
O primeiro, o Gobbi, é um dos móbiles desenvolvidos pela Montessori. Ela pensou em formas de estimular os bebês de acordo com seu desenvolvimento cognitivo.

O Gobbi é feito para quando os bebês começam a enxergar o tons, por isso é feito com esferas com gradações diferentes da mesma cor. Além disso, são de esferas leves (eu fiz de isopor) para que o vento, ou o próprio bebê, balance-as e possa acompanhar os movimentos.

Aqui e aqui tem algumas informações sobre os móbiles e como fazê-los.


E, por fim, o meu favorito. O que mais gostei de fazer. O móbile de passarinhos!
Desde que vi esses móbiles dando mole no pinterest, há mais de um ano, tive certeza de que faria um para meu filho, mesmo nem estando grávida. Foi paixão mesmo.

Acho delicado. Acho alegre. Acho pouco óbvio. Acho lindo demais. 

Para fazer um igual, é só entrar aqui e usar esse molde.


Então tá bom, gente. O post foi grande - ao mesmo tempo meio preguiçoso - porque não sei quando terei de novo essa disposição. A barriga tá bem grandona e vou começar a me aninhar junto com a passarinhada.

Até a próxima.




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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Notícias do mundo de cá


Foram tantas descobertas desde o dia em que vi as duas listrinhas brilhando no exame de farmácia, que não consegui escrever uma linha a respeito. Quando eu achava que estava entendendo ou decidindo por alguma coisa, descobria novas formas de enxergá-la. E assim, num atropelo de emoções e vontades, já são 30 semanas e não voltei aqui para compartilhar um sentimento sequer.

Eu li outro dia que o bebê escuta os sons de dentro e de fora da barriga. Que reconhece minha voz e que gosta de ouvir música. Mas fiquei fascinada mesmo foi pela relação não-verbal que se deu entre mim e o Bento. É como se fôssemos um, como se eu não precisasse dizer nada, e isso foi realmente um aprendizado especial. Agora tenho começado a falar um bocadinho mais e sentir que ele se expressa mais também. Ele adora Nina Simone - ou sou eu quem adora ouvi-la enquanto ele se mexe todo.

É difícil escapar dos palpites quando a barriga de grávida começa a aparecer. São tantas teorias e verdades que fica realmente difícil se manter sempre fiel ao que acreditamos.  E uma coisa eu já entendi: não é fácil estar fora do padrão. Não é fácil não desejar (nem querer agendar) uma cesárea, ou não fazer um quarto todo cheio de frufru e papel de parede, ou decidir usar fraldas de pano. As pessoas riem da sua cara, te acham uma coitada, perdem a noção do respeito. E assim, a vida segue, com a força de uma amor maior te impulsionando.

Por mais que a gestação seja um evento fisiológico que ocorra o tempo inteiro por aí, quando acontece com a gente, tudo é forte e profundo. É uma conexão tão incrível com o próprio corpo e com a natureza que já não importa se a gente vai ter estria ou que cor será o olho do bebê. Valiosa mesmo é a oportunidade de ser uma pessoa melhor ao abandonar hábitos ruins para educar uma pessoinha com amor e coerência. 

Então, nunca me senti tão responsável por algo na vida, nunca me senti com tanto desejo de dar o melhor de mim. Mas, ao mesmo tempo, nunca foi tão claro que não tenho controle absoluto sobre tudo e que preciso aprender a aceitar as formas que a natureza dá para cada pedaço seu.

Estou aqui, com saudade de vocês, mas imersa em reflexões, sentimentos, livros e ideias para ele, para o pequeno Bento. Quando a preguiça passar, volto para conversarmos mais e para mostrar como podemos educar nossas crianças com simplicidade e tecidos coloridos.




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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Vem aí um menino feito à mão




Não dá mais pra disfarçar, até porque perdi a cintura no primeiro mês e estou com uma fome de leão. O terceiro artista da casa já está dentro da minha barriga! 

Eu gostaria muito de estar mais presente no blog, mostrar pra vocês as mil invenções que já estão na  minha cabeça de mãe, dividir tanta emoção e felicidade, mas tenho que aceitar: estou super reservada. Milhões de transformações têm acontecido e uma delas é essa, quero me recolher, ficar curtindo minha barriga e meu amor crescerem, respeitar meu ritmo lento e tentar viver plenamente esse momento que eu tanto quis.

Eu vivo um amor lindo, que já dura 11 anos e que é a minha maior sorte na vida. Por conta dele, descobri que mais feliz do que estar grávida, é sentir o quanto esse menininho é fruto de um amor tão grande.

Eu adoro a Milonga, espero que esse post não seja uma despedida. Mas como a gente só tem uma vida pra viver e ela é super curta, vou fazer o que meu coração deseja nesse momento. 

Espero que todas vocês sejam sempre abastecidas com muita criatividade e amor. 
Nos falamos em breve, pode ser assim?






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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Caderninhos feito à mão

Tou sumida, isso é fato. Mas também é necessidade.

Mas como uma alma craft não consegue se desligar totalmente da criação, fui colorir um bocadinho o blog do tanlup com uma ideia velha, mas que é boa sempre: caderninhos!


O tanlup é uma plataforma maravilhosa que deu espaço para artistas independentes comerciarem seus trabalhos de maneira linda e prática. A equipe organizadora é muito eficiente e querida e merece nosso agradecimento para sempre.

Agradecem os artistas e também todos os consumidores, que agora têm um lugar ótimo para comprar objetos especiais, todinhos feito à mão e com muito amor. Você já deu um passeio por lá?

São muito valiosos os produtos manuais, eu bem sei. Em toda peça da Milonga, me preocupo com cada etapa, cada detalhe e ainda tento fazer a pessoa que receberá o presente se sentir muito querida. É uma fabricação quase pessoal, personalizada. E o tanlup está cheio de gente assim! =) 

Aparece lá para ver como fazer esse caderninho fofo, vai!










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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Chá de sumiço


Tomei um xícara desse chá.
Mas é por uma boa causa.

Jájá estou de volta pra gente ser feliz.








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