segunda-feira, 30 de julho de 2012

Mesa nova no ateliê


Desde que recebi as fotos do ateliê da Bárbara fiquei doida pra ter uma mesa no ateliê. Já era hora de parar de cortar tecido no chão e ter uma mesa de apoio.

E como o universo e minha cabeça baratinada sempre conspiram a favor de ideias simples e baratas, encontrei essa mesa abaixo - bem baratex - no meu caminho. É aquele tipo comum em cozinhas, que aumenta e diminui com uma dobradinha - o que é perfeito para meu ateliezinhoinho.

Mas perfeeeeeita, perfeeeeeita ela não era, porque vamos combinar que esses pés são feios de dar dó. Que aspecto mais frio e sem graça, quero isso comigo não.




Então, resolvi cobri-los com tecido para um mínimo de dignidade, né? Quer ver como?

A primeira coisa a fazer é medir o diâmetro e o comprimento do pé da mesa. Essa medida, acrescentada de 1 centímetro, será o tamanho da tira de tecido que cortaremos para cobri-lo.

1. Cortei 4 tiras de tecido.
2. Dobrei (para o lado avesso) 1 centímetro ao longo da margem da tira.
3. Passei ferro na dobradura para marcá-la bem.
4. Sem piedade, colei fita dupla-face na tira inteira.


Daí, é só colar o "tecido adesivado" em cada pé da mesa. =)
Dica: vá retirando a proteção da dupla-face aos poucos, para que o tecido fique sem bolhas.

O legal é que você pode usar essa técnica para cobrir o que quiser: caixas, molduras, portas, paredes, mundo. 


Muito bom: só abro a mesa quando vou cortar tecido e quando está fechada posso passar as costuras ou checar os e-mails! 

A coluna agradece, né?









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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Eu costuro aqui - a dona das coisinhas



A Zilah foi uma das descobertas virtuais mais legais dos últimos tempos. O blog dela é muito lindo, ela é muito linda e o cantinho da costura dela não podia ser diferente. 

Essa máquina, a Graça, é a coisinha mais linda do mundo, mas nem sempre foi puro glamour. Espiem aqui como ela era antes e prestem atenção com um pouco de carinho e de cor podem deixar a vida mais alegre e bonita.


Eu adoro as cores que predonimam no ateliê da Zilah: azuis e vermelhos. Adoro também a caixa de costura vermelha de bolinhas brancas. Mas eu adoro especialmente a rima bordada à mão. Há vários anos bordei uma frase pro Bruno também e até hoje ela está na parede daqui de casa: 



Assim como a Ruby, o ateliê da dona das coisinhas não tem um cômodo só dele. A Graça divide o quarto com a filha da Zilah. E acho que é exatamente isso que me dá a impressão de que esse quarto é pura alegria e amor, tão característicos em lugares em que há crianças.

Zilah, quero um dia ir em Nova Lima só pra fazer um zigue zague na Graça. =)





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segunda-feira, 23 de julho de 2012

A História Secreta da Obsolêscencia Planejada

Não é segredo para ninguém que eu adoro um lixo.

Claro que não gosto de sujeira ou mal cheiro, é que há tempos descobri que em quase todos os lixos que encontro existem coisas que não precisavam estar lá.

Descartamos com facilidade para consumirmos mais.

A minha recente viagem a Nova Iorque evidenciou o quanto consumimos desnecessariamente. E isso me incomodou demais.
Como não sou hipócrita nem hippie, sei que todo esse incômodo também aconteceu porque sou uma das consumistas.  Mas ao menos eu chego a me incomodar. E sinceramente, acho que me esforço um bocado para não ser tanto.

A carência em nossa sociedade alcançou um ponto em que precisamos desesperadamente das coisas para nos sentirmos bem, para nos sentirmos aceitos, bonitos, queridos. Prazeres imediatos que não permitem lembrar-nos que as coisas, quando descartadas, terão de ir para algum lugar. Como num passe de mágica, somem da vista dos ricos e vão parar no quintal dos pobres, poluindo, humilhando.

Mas o que o rico não percebe é que o quintal do pobre é quintal dele também, e que, em uma visão macro, estamos todos pagando o preço da ignorância sustentável que insistimos em manter.

Enfim, tudo isso para dividir com vocês um vídeo que vale a pena assistir: "A História Secreta da Obsolêscencia Planejada".


Depois de assisti-lo, uma questão não me sai da cabeça: que direitos países ricos - como os EUA - acham que têm para converter países mais pobres - como Gana - em um balde de lixo?

É comum a opinião de que pequenas ações não têm poder de mudar esse cenário tão denso, mas possfalá? Na maior parte das vezes, isso é uma desculpa de gente preguiçosa ou que não tem interesse em modificar seus hábitos de vida. Claro que pequenas ações podem demorar a fazer efeitos quando isoladas, mas de algum ponto temos de partir, não é mesmo?

A internet tem modificado muito esse contexto com seus infinitos tutoriais ensinando a consertar as coisas quebradas ou até a confeccioná-las. E já que não tenho como obrigar grandes empresas a produzirem de maneira sustentável, vou fazendo minha parte da forma que dá, né?

Recicle, transforme, aproveite para ser mais criativo e menos passivo. A limitação pode ser uma oportunidade.






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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Um ateliê rock and roll



Se eu não conhecesse a Bárbara, já conseguiria imaginá-la vendo as fotos do ateliê dela. Um lugar prático, cheio de referências estéticas e artísticas e muito, muito bem equipado.

Além de ter um espaço bacana para costurar, ela ainda divide o ateliê com O Silva, designer talentosíssimo e namorado dela. Deve ser tão bom isso. Eu queria colocar o Bruno pra ficar tocando sanfona o dia inteiro no meu ateliê. 

Vou dizer que fiquei com muita vontade de ter mais espaço depois de ver essas fotos. Dá até pra dançar quando toca aquela música irresistível na hora do trabalho. E as mesas enoooorrrrmes? Ai, que sonho! Meu ateliê inteiro deve ser do tamanho de uma dessas mesas, hahahaha. 


Mas o que ela mais gosta ali é a iluminação, que permite aos dois terem um espaço ideal para o trabalho tão preciso que desenvolvem.



Depois do espação, o que eu mais queria nesse ateliê é a máquina industrial. Mas eu não tenho nem onde colocar uma dessa aqui em casa. Capaz de ter de me mudar para o corredor. =)



E prestem atenção nessa última foto. É uma pasta A3 todinha costurada à mão, feita por uma amiga da Bárbara, e que ela usa para guardar modelagens. Achei uma ótima ideia! Vou tentar fazer uma pra mim.

Ai Barbarela, que delícia ter esse suporte todo, nega! 






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segunda-feira, 16 de julho de 2012

O novo porta-bobinas


Desde que eu fiz o post sobre como organizar as bobinas no ateliê, fiquei louca pra fazer o de ímã

Primeiro porque já estava de saco cheio das bobinas de plástico e sua vida útil mínima. Como não quero ficar produzindo muito lixo, nada como as velhas e boas bobinas de metal para me acompanharem.
Segundo porque gamei na ideia! É praticidade pura: tirei, botei, tirei, botei. Nada de abre aqui, procura ali, organiza acolá. 

E o melhor: para fazer um igual a esse, o custo é pequenininho e o tempo é rapidinho. Bora?


Sobre os materiais

Eu sugiro que se use compensado como suporte. Eu comprei esse quadrinho por R$ 3,50. Mas é fácil encontrar restos de compensado em lixos e marcenarias. 

Eu usei dois tipos de ímã, a placa imantada e o ímã em tira. 
Na verdade, eu havia comprado só a placa, mas descobri que ela não segura a onda sozinha. Então temos duas opções: ter os dois tipos ou comprar vários metros do ímã em tira para cobrir toda a superfície do suporte.

Minha recomendação para pinturas é sempre a mesma: tinta spray ecológica. Fácil, barata e sustentável.

Mãos na massa

1. Cubra a superfície do compensado com a tinta spray, lembrando de deixá-lo sempre a uma distância de uns 30 centímetros. Eu dei 3 demãos, com intervalo de 15 minutos entre elas.

2. A placa imantada que eu comprei é adesiva. Então foi tranks colá-la na superfície da madeira. Mas para quem não achar dessa, é só usar cola-tudo (cola quente não aguenta, experiência própria).



3. Por último, enfilere as tiras de ímã sobre a placa imantada e cole-as (cola-tudo). O meu tem 3 fileiras, porque foi o que deu para fazer. Mas eu quero comprar mais e cobri-lo inteiro com essa tira (ela é beeeeeeeeeem melhor do que a placa!).

Olha aí ele prontinho, ao lado na minha mesa de costura, para deixar tudo mais lindo e prático na Milonga! 



** Eu comprei essas bobinas de metal no site da Aslan. O pacote com 10 unidades custou R$ 2,83  e chegou rapidinho!







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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Eu costuro aqui - o ateliê da Ruby


Esse é o ateliê da Ruby, em tons pastéis e com objetos especiais.

O que mais me chamou atenção nesse canto foi o ar romântico, que está em toda parte: bonecas de tecido, um passarinho na porta de casa e corações enfeitando todos os objetos e móveis da Ruby.


Impressionante como a escolha das cores harmonizam o lugar. Às vezes eu queria entender de decoração para conseguir me conter com as cores. A minha paleta de cores é o arco-íris inteiro. =)

E para quem diz que não tem espaço para ter um cantinho para a máquina de costura, escutem essa: esse ateliê fofo fica na área de serviço do apartamento da Ruby! Acreditam? Presstenção:


O blog dá Ruby é super bem feito, com fotografias lindas e tem foco em decoração e artesanato. Lá eu percebi o quanto a decoração de uma casa é feita nos detalhes. Aparece lá para conhecer!


(as fotos são todas dela, Ruby Fernandes)






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segunda-feira, 9 de julho de 2012

O desafio da saia franzida

Outro dia conheci o Clubinho da Costura: um grupo de costureiras que periodicamente se propõem desafios e que compartilham o passo-a-passo deles. O último foi o da saia franzida e eu, empolgada e megalomaníaca, resolvi fazer A saia franzida, hahahahaha. Presstenção na belezura:


Devo confessar que em um determinado momento do processo, esbocei um arrependimento, mas logo passou porque eu tinha certeza de que ficaria linda!

Eu nunca havia feito patchwork antes, não sei se fiz tecnicamente correto, mas isso pouco me importou. Eu estava decidida. Além de tudo, queria muito guardar como lembrança as estampas da Milonga do último ano. =)

Então vou tentar explicar como foi a confecção dessa saia, mas aviso aos navegantes: dá trabalho, fia.

Camadas da saia

Para começar, cortei os quadradinhos.
Escolhi o tamanho de 15X15cm. Mas acho que deveria ter feito uns 2 centímetros a mais, para ficar um pouco mais comprida. A quantidade de quadrados para cada camada eu escolhi aleatoriamente. A única coisa que eu tinha certeza é que a primeira camada não poderia ter muitos quadrados, pois o cós poderia ficar muito franzido.


** Nega, vou dizer: já na hora de cortar eu entendi o tamanho do andor. Minha admiração às patchworkeiras, ô trem que dá trabalho! Nossa, passei umas duas horas cortando quadradinhos.

Então comecei a costurar uns nos outros, por camadas.


Lembre-se de costurar do avesso, posicionando lado direito com lado direito.


Faça todas as camadas separadamente, sem costurar uma na outra. Essa observação é importante, poque antes de costurá-las, vamos franzir cada uma.


Franzir não é tão difícil quanto parece. Aqui tem um ótimo tutorial de como fazer sem erro. O importante é medir o tamanho da camada anterior para saber até que ponto puxar a linha, pois o franzido deverá encaixar direitinho na parte não-franzida da camada de cima. o.O (?)
** O ideal é que você faça duas costuras bem largonas para o franzido, para não ter perigo da linha arrebentar. Mas eu acabei fazendo uma . =b


Então comece a costurar uma na outra. Eu comecei por cima, mas acho que não tem muita ordem. Primeiro alfinetei e alinhavei para só então costurar (ou seja, alfinetei e alinhavei mais de 40 metros!). #doidavarrida


Como não tenho overlock, fiz todo acabamento com barra simples, inclusive as laterais e as emendas.

Então, a saia foi tomando forma! Já estava há mais de 10 horas no ateliê, mas nesse momento não contive minha ansiedade e resolvi fazer o cós de elástico, que não demora tanto assim.

Cós

1. Cortei retângulos de 15 X 9 cm com estampas com fundo branco ou bege.
2. Emendei uns nos outros, no mesmo processo das camadas da saia.
3 e 4. Com ajuda do ferro de passar, fiz uma espécie de viés (dobrei-o ao meio, depois dobrei cada ponta até a metade do retângulo).
5 e 6. Esse "viés" vai abraçar a camada inicial da saia. Ou seja, a parte franzida da camada amarela vai entrar entre as duas metades do viés. Alfinete.
7. Alinhave. **Importante: não deixe de alinhavar, pelo menos nesse momento! É muito fácil errar a costura aqui.


8. Costure bem na beirinha do cós (lembre-se de deixar a aberturas para passar o elástico).
9 e 10. Com ajuda de um grampo de cabelo (ou do que você achar melhor), introduza o elástico dentro do cós.
11. Costure as pontas do elástico nas aberturas do cós.

Daí é só unir as laterais e vesti-la! 


Foi então que a beirada da saia começou a querer girar e eu não resisti e entrei na roda.


Amo!







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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Eu costuro aqui - a casa de bonecas da Queti


Quando eu pensei no "eu costuro aqui", sabia que seria legal conhecer os ateliês , mas não imaginei que fosse tanto! Além dos lugares, tenho conhecido costureiras especiais que tem me deixado com ainda mais vontade de compartilhar.

Para começar, vamos conhecer a casa de bonecas da Queti?


Abri o blog da Queti por acaso, mas quando rolei as postagens, dei de cara com esse lindo ateliê, todo trabalhado no amor. Morri de paixão. 


Reparem no tanto de símbolos românticos e na luz natural desse quarto. E a cômoda revestida de gibis? Ah nem gente, essa menina me ganhou!

Mas prestem atenção em como podemos dignificar nosso cantinho com simples detalhes: um coraçãozinho de feltro colado na máquina, um retalho de tecido sobre as tampas dos vidros organizadores, um adesivo na parede. Um quarto de costura super real para nos inspirar no fim de semana! 

E vocês, o que acharam?





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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Onde você costura?

Quem costura sabe o quanto é bom (e importante) ter um cantinho de trabalho. Aliás, isso é verdade para quem costura e para qualquer outra pessoa que trabalhe com criação.

De vez em quando a gente vê por aí - em sites e revistas de decoração - ateliês de costura lindérrimos, com mesas perfeitas e flores sobre elas, paredes azul turquesa, estantes personalizadas, tecidos sempre organizadinhos e cortinas com estampas importadas. Eventualmente, tem um chá com bolo de maçã em cima da mesa de corte, para intervalos entre um projeto e outro e a luz natural que entra pela janela deixa o ambiente ainda mais incrível.


Oi? Isso é real? Se for, como faço pra ter um, pelamor? Porque eu não consigo manter o meu ateliê organizado nem por um dia inteiro. Ele vive cheio de linhas e de retalhos pelo chão, pelo menos uma vez por semana preciso arrumar meus tecidos e me falta espaço. E nunca dá tempo de fazer bolo para comer nos intervalos. Aliás, nem mesa de corte eu tenho. =(

Mas sem churumelas. Adoro ter um espaço só meu, mesmo que ele não tenha paredes turquesa nem cortinas importadas.

Eu sei que esses espaços quase perfeitos existem, mas eu penso que não são a maioria. De qualquer maneira, fiquei com vontade de conhecer mais ateliês da vida real, sabe? Lugares de verdade, onde gente de verdade costura. Pensando nisso, resolvi criar uma tag especial para o Milonga, para que eu e todas as outras mortais do mundo da costura possamos conhecer lugares que, ao mesmo tempo, nos inspirem e que nos permitam identificação.


Onde você costura, afinal? Na mesa da sala? No quintal? Na casa da tia? Sua máquina é emprestada ou tem um ateliê só pra você? Me mandem fotografias (nem que seja só uma) que vou apresentando para o mundo nossos lugares do coração. Ou então insira o tag #eucosturoaqui em sua foto do instagram que eu dou um jeito de mostrá-la por aqui. Combinado?


Vou fotografar o meu no fim de semana e mostro pra vocês na semana que vem, tá?






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